Assembleia Geral marcada para 24/06/2026
A Associação de Socorros Mútuos Marítima e Terrestre da Vila de Sesimbra tem as suas raízes na instituição da Confraria do Espírito Santo dos pescadores e mareantes da Vila de Sesimbra, aqui sedeada nos finais do séc. XV.
É nesse final de século que D. João II (1481-1495), munido da bula “debitis solicitudinis” do papa Sisto IV (13 Agosto 1479) e com a renovada autorização do papa Inocêncio VIII (1485) *, estrutura os hospitais do Reino.
As confrarias, os hospitais e as albergarias regulavam-se, nessa época, pelos “Compromissos” do direito canónico e sob jurisdição eclesiástica. O fim, o objectivo das Confrarias era proporcionar aos seus componentes/confrades auxilio mútuo material e espiritual (corpo e alma).
É nesse final de século que D. João II (1481-1495), munido da bula “debitis solicitudinis” do papa Sisto IV (13 Agosto 1479) e com a renovada autorização do papa Inocêncio VIII (1485) *, estrutura os hospitais do Reino.
E aqui a Confraria dos pescadores e mareantes da Vila de Sesimbra é beneficiada – passa a ter capela e hospital - “No piso inferior distribuíram-se os leitos e camas para os pobres...” **
Assim se manteve a Confraria do Espírito Santo da Vila de Sesimbra juridicamente regulada até 1755, altura em que o terramoto desmoronou o edifício. Desmoronou-se o edifício mas não se desmoronou o espírito caritativo/solidário dos confrades/associados ainda que a chama destes tenha arrefecido.
Ao reconstruir-se, mais tarde o edifi co, não se reavivou o hospital – piso inferior – manteve-se porém a Igreja e a chama do espírito caritativo/solidário reacendeu-se. Os “Compromissos” da Confraria são reformulados em 1869.
Posteriormente, a capela deixa de exercer as suas funções. Em 1944 o edifi co é profanado. Na década de 60 lá funcionou a Biblioteca da Gulbenkian. Em 1973 iniciaram se as escavações do hospital – piso inferior. Hoje no espaço da Capela e no piso inferior funciona o Museu desde 2004. Numa sala ao lado funciona a sede da Associação.
Ora é desde 1858 que a Confraria passa a ser Associação de Socorros Mútuos Marítima e Terrestre da Vila de Sesimbra. A partir daqui é o Movimento Mutualista que dá o ajustado seguimento ao espírito da multissecular confraria.
Em 31 de Agosto de 1897 surgem os primeiros estatutos que, com o decorrer dos anos, vão sendo adaptados a um tempo preciso. Assim, tanto o espírito e o ideal da Confraria como o espírito e o ideal mutualista, necessitam de ser tonifi cados e vitalizados num ajuste constante à sociedade sempre em mudança.
Do século passado distinguimos os Estatutos publicados em 29 de Março de 1919 pelo decreto lei 19.281, de novo em 1943 e ainda os de 1986.
O “ajuste”, levado a cabo pelos actuais órgãos sociais, nesta nova publicação dos Estatutos (03/02/2014) da Associação de Socorros Mútuos Marítima e Terrestre da Vila de Sesimbra é tão somente revitalizar “O Passar do Testemunho”:
- O Mutualista pratica a entreajuda e promove a solidariedade.
Manuel Nabais Antunes
As nossas instalações centenárias, repletas de beleza, arte e uma longa e rica história.